Eu fiz, tudo. Podia ter feito menos até, para não me sentir com aquele sentimento de falência emocional. Quase me perdi de mim mesmo. Lutei tanto para seguir “aquele” caminho, que me esqueci de onde esse caminho me levava.
Mas estou tão descansado, estive sempre tão disponível, tão comunicativo, tão à espera que vissem o meu verdadeiro “eu” e que se apaixonassem não por mim, mas pelo que represento. Talvez um dia inventem lentes de contacto que vejam para além do corpo físico ou de uma qualquer necessidade momentânea. Serei o primeiro da fila para as comprar.
Encontro-me mentalmente descansado, ando de cabeça erguida, sorrio com gosto e não tapo nada, não há fingimento, só genuinidade, o que quer dizer que eu continuo a ser eu e gosto de ser assim, isto é, não ser um actor.
Sou apenas alguém que se esforçou proporcionalmente de acordo com o que sentiu. E isso todos fazemos.Por mais cliché que soe sou eu mesmo mas nunca serei o mesmo. Lembro-me do principezinho “foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a tornou tão importante”. E senti muito.
Mas daqui, só resta um “obrigado por tudo”.
Porque hoje sou melhor que ontem e aprendi matéria interessantíssima. Hoje vejo melhor, dou atenção a outras pessoas, acontecimentos, à vida que está a acontecer. E descobri que não vivo uma vida tacanha e a felicidade que por aqui habita enche este coração. Enche tanto que tenho de dar de mim, do que aprendi e vivi, a partilhar e contar histórias que são tão minhas e que são as vossas também, porque passamos todos pelo mesmo com personagens diferentes e em tempos diferentes, mas no fundo, iguais.
Temo pelos corações superficiais, que não se apercebem da sorte que têm, que desperdiçam o ritmo constante das batidas que um dia cessarão. Temo pelas dores que podiam ser evitadas mas tão necessárias. Temo pelas pessoas que amo e pelas que aprendi a amar.
Há quem tenha jeito, há quem não tenha
Mas tranquilo para todos os que vierem, que isto será enorme, não pagarão por nada, apenas saberei amar ainda melhor.
O Self Made Mess acaba aqui. Iniciou-se no Bridge2Solace, não sei bem precisar há quanto tempo, e foram bons os tempos e ficam as memórias. Apenas posso agradecer por todas as pessoas que “conheci” e com quem troquei ideias, e esperar que as mesmas não se afastem com o encerrar deste espaço.
Namaste,
Nuno
SocialVibe